terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

PLANO DE AÇÃO COLETIVO

EDUCAÇÃO NA CULTURA DIGITAL
PLAC 3 – PLANO DE AÇÃO COLETIVO
TUTORA: EDIONETE INÊS STEDILE
CURSISTAS : SAMANDA GOMES FROZZA E JESIE DA ROSA


PLANO DE AÇÃO COLETIVO

Após o início das aulas de alguns docentes da Escola Estadual de Educação Básica Gonçalves Dias no curso de Educação na Cultura Digital, foram desenvolvidos diversos projetos e atividades na escola com o auxilio das tecnologias, os quais constam no desenvolvimento dos PLACs 1 e 2, bem como nos Núcleos de Base e Núcleo Específico.
Essas atividades e projetos chamavam a atenção da comunidade escolar em geral, de uma vez que eram envolvidos diversos alunos e professores em trabalhos interdisciplinares como por exemplo a tecnologia envolvida no projeto da Música Sustentável que foi para as ruas no desfile cívico do dia 7 de Setembro, a Fotografia Estroboscópica no Ensino de Cinemática Escalar que envolvia os ensinamentos dos PLACs e dos NBs, entre tantos outros que foram aplicados até mesmo individualmente dentro das nossas salas de aula.
Esses projetos de certa forma, a servir de alavanca para o desdobramento da utilização das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação – TDICs dentro da escola em todos os setores, até mesmo individualmente os professores passaram a fazer o uso das tecnologias nas salas de aula com mais freqüência, sendo como ferramenta de ensino ou como suporte técnico de uma vez que utilizamos o diário on line oferecido pela Secretaria Estadual de Educação.
Atualmente, os professores de nossa instituição de ensino tem a ciência do quanto a tecnologia utilizada com responsabilidade a partir de determinados objetivos pode colaborar no processo de ensino aprendizagem.
Nosso Plano de Ação vai se desenvolvendo dia a dia principalmente dentro do planejamento dos professores quando descrevem as suas aulas, elaboram suas atividades e organizam seu material.
O NTE já esteve em nossa escola capacitando um grande grupo de professores no curso Introdução a Educação Digital também realizado pela plataforma e proinfo e deve voltar para nova capacitação. Para acompanhar a revolução tecnológica nas escolas é necessária a revolução na capacitação docente. Cadernos, apostilas, livros, agendas e planilhas de papel são substituídas por arquivos no computador, o Professor On Line, facilita o fechamento de notas, o controle de presenças, a emissão do histórico dos alunos entre outras utilidades. Provas são ricamente elaboradas com o uso de softwares, internet e editores de texto.
A presença de alguns recursos tecnológicos deixa de ser imprescindível apenas no espaço administrativo e ocupa seu lugar onde será mais útil e mais ricamente aproveitada: a sala de aula, como forma de apresentação de conteúdos, slides, vídeos, textos, figuras, softwares que auxiliam a aprendizagem de acordo com cada disciplina e jogos educativos, a sala informatizada é utilizada de acordo com a disponibilidade e dentro das suas limitações.
Atualmente, a internet traz a possibilidade de nas aulas de Biologia navegar pelo corpo humano e nas de Geografia visualizar a Terra do espaço sem sair do lugar, portanto o plano de ação se concretizará na medida em que os professores fizerem o uso das TIDCs de acordo com seus planejamentos, os quais constam aula por aula no Professor On Line nas suas respectivas turmas e disciplinas. O grande objetivo é fazer o uso das tecnologias a favor do ensino, de uma vez que aulas modernizadas pelo uso de recursos tecnológicos têm vida longa e podem ser adaptadas para vários tipos de alunos, para diferentes faixas etárias e diversos níveis de aprendizado. Espera-se que o trabalho tenha um retorno muito mais eficaz.
O NTE mostrou ao corpo docente que existe uma infinidade de programas disponíveis para montagem de exibições de slides, de atividades interativas e jogos, portanto, fica perceptível que utilizar o computador em sala de aula é o menor dos desafios para o professor, mas utilizar o computador de forma a tornar a aula mais envolvente, interativa, criativa e inteligente é o que realmente preocupa.
O simples fato de transferir a tarefa do quadro para o computador não muda uma aula, é fundamental que a metodologia utilizada seja pensada em conjunto com os recursos tecnológicos que a modernidade oferece, a lousa interativa, o computador entre outros recursos, perdem a validade se não se mantiver o objetivo principal: a aprendizagem.
No presente plano de ação, os recursos tecnológicos também são tratados como sendo extensões do professor, facilitando o aprendizado e transformando o conteúdo em objeto de curiosidade e interesse. O essencial é que as aulas obedeçam a uma seqüência de idéias e que deixe o aluno orientado em relação ao que está aprendendo.
Algumas atividades foram elencadas em meio a uma conversa informal com os docentes: Em língua portuguesa, por exemplo, podem ser trabalhados textos utilizando apenas o computador e o programa editor de textos, é possível incluir comentários nos textos dos alunos sem alterá-los e depois pedir que revisem. Outra atividade interessante é pedir aos alunos que pesquisem na internet um texto narrativo e solicitar que mudem o gênero textual para poesia ou teatro (Magalhães e Amorim, 2008). Podem ser realizadas produções de textos baseadas em histórias em quadrinhos disponíveis na rede , sites de notícias podem ser visitados para analisar, por exemplo, como determinado país divulgou um acontecimento de âmbito mundial.
Dando seqüência aos trabalhos, pode-se estudar o texto jornalístico, e os próprios alunos montarem um jornal da escola utilizando programas no computador. Gráficos e tabelas no Excell podem ser elaborados com o auxílio do professor de Matemática; artigos sobre o meio ambiente e algumas questões que envolvam a comunidade local podem ser criados com o apoio dos professores de Biologia, Física e Geografia. O mesmo jornal pode ser trabalhado no formato de telejornal, e os alunos poderão fazer gravações com câmeras digitais. As videoconferências, realizadas através de programas como o Skype, por exemplo, são particularmente úteis para o professor de língua estrangeira, que poderá acordar com professores de outros países que ensinam a língua em questão, em séries equivalentes, para que os alunos possam conversar on-line.
Outro quesito que pode ser utilizado a nosso favor também são os sites de relacionamento e os blogs. Com atividades dirigidas e objetivos claramente estabelecidos, é possível levar para a escola oportunidades reais de aprendizagem através dos mesmos. Não podemos esquecer os sites de atividades interativas, especialmente os jogos on-line. Atividades como bingo, anagramas, caça-palavras, palavras cruzadas e forca são alguns exemplos de exercícios interativos.
A internet tem papel fundamental no ensino, em História por exemplo, vídeos no Youtube, músicas e vários outros recursos são mais alguns exemplos de que não é necessário viajar para o exterior para ter contato com outras culturas e outras línguas.
As professoras Vivian Magalhães e Vanessa Amorim (2003) em seu livro C livro Cem aulas sem tédio, defendem a ideia de que precisamos encarar nossos medos e utilizar os recursos tecnológicos como apoio para nossas aulas. Enfatizam ainda que os professores jamais serão substituídos pela tecnologia, mas aqueles que não souberem tirar proveito dela correm o risco de ser substituídos por outros que sabem. O uso da internet em sala de aula fornece subsídios para um ensino mais centrado no aluno e em suas iniciativas (Leventhal, Zajdenwerg e Silvério, 2007).
Vemos ainda que além de abrir perspectivas durante as aulas,a tecnologia revela-se como uma útil ferramenta na área de pesquisa para projetos, desenvolvimento de leitores e acesso à informação.
Segundo a teoria  de Vygotsky (1984) ,  o professor torna-se mediador do conhecimento, de uma vez que diante das tecnologias auxilia o aluno a alcançar seu potencial máximo, aproveitando todos os benefícios educativos que os recursos tecnológicos podem oferecer.
Recursos como filmes, por exemplo, são grandes aliados da ação pedagógica, de uma vez que está diretamente ligado ao conceito de lazer. Desse modo, o professor traz para a sala de aula um elemento da realidade do aluno, fugindo da linguagem tradicional da escola, que é normalmente o padrão escrito.
Independentemente do recurso tecnológico em questão, o professor é o sujeito capaz de mediar o aprendizado e torná-lo mais atrativo, divertido e interessante para os alunos. Os recursos tecnológicos, bem mais do que aguçar a curiosidade do aluno em relação ao que está sendo ensinado, ajudam a prepará-lo para um mundo em que se espera que ele conheça, além dos conteúdos escolares, todos os recursos por meio dos quais esses conteúdos foram trabalhados.
O corpo administrativo da escola, bem como os gestores, continuarão a fazer o uso das tecnologias em seus respectivos dias de trabalho conforme o fazem, nos conselhos de classe, são exibidos as fotos dos alunos via Projetor Multimídia para que possamos identificá-los melhor, o conselho de classe só é realizado depois que todos os professores estejam conectados aos seus notebooks de maneira a acompanhar  as avaliações dos alunos individualmente. Toda as informações referente a vida escolar dos alunos constam num sistema integrado utilizado pela secretaria, fazemos o uso de um grupo no watssapp para melhor comunicação,  as reuniões pedagógicas são seguidas por pautas digitais, todos exploram o uso das tecnologias ao máximo para a realização de suas tarefas gestoras administrativas.
São muitos os benefícios trazidos pelos recursos tecnológicos à educação. Contudo, é preciso que o professor alie as ferramentas que tem à disposição a sua metodologia de ensino se quiser que o aprendizado aconteça de fato. O uso das tecnologias na escola está além de disponibilizar tais recursos. Diante deste plano de ação, ele implica aliar método e metodologia na busca de um ensino mais interativo.


Referências

MORAN, J.M. Liguem a TV: vamos estudar! Revista Nova Escola, São Paulo, n. 189, fev. 2006.

MAGALHÃES, V.; AMORIM, V. Cem aulas sem tédio. Porto Alegre: Instituto Padre Reus, 2003.

LEVENTHAL, L.; ZAJDENWERG, R.; SILVÉRIO, T. Inglês é 11. Barueri, SP: Disal, 2007.

VYGOTSKY, L.S. Formação social da mente. São Paulo: Martins Fonte, 1984.


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